O dia amanheceu com a chuva de encontro ás janelas.
Levanto-me a custo, da cama quente onde esteve o meu corpo.
Meto-me no carro e arranco devagar.
Quando chego, parece-me que conduzi durante horas, quando na verdade não demorei mais que meia hora.
O passado brota do meu coração e aflora-me aos olhos.
Olho a lápide inerte e o choro toma conta de mim.
Parece que ainda foi ontem, mas eu sei que não foi.
Não consegui entrar aqui durante muito tempo.
Não conseguia passar da porta.
Houve dias em que me obriguei a inventar histórias para colmatar a sua ausência.
Houve dias que chorei porque sabia que não ia voltar.
Desejei com todas as forças que fosse apenas um sonho mau.
Quis acordar, mas não conseguia.
Doía-me algures.
Doía muito.
Senti as forças a abandonarem-me o corpo e as lágrimas brotaram dos meus olhos tristes.
Não as consegui parar.
Já não tinha controlo sobre mim.
segunda-feira, 25 de março de 2013
sábado, 22 de dezembro de 2012
Desabafos II
E, com o coração partido, tal qual um passarinho indefeso com a asa partida, chorei, chorei porque doeu, chorei porque o meu coração explodia de dor só de pensar que podias ser de outra como eu pensava que eras meu. Sim, pensava.Mas, estava enganada, estava tão enganada.
Ou não vi, ou não quis ver, ou não quis admitir que o que sentia era mais forte do que aquilo que demonstrava.
Eu, e a minha maldita mania de guardar tudo dentro de mim.
Eu, e a minha maldita mania de achar que sou forte o suficiente para aguentar todas as dores, para aguentar qualquer que seja o mal que me atinja. Eu sei, no meu íntimo sei que não sou assim tão forte, mas habituei-me, por defesa, habituei-me a mostrar-me mais forte do que sou na realidade.
Se fiquei triste? Fiquei mais daquilo que podes imaginar.
Se esqueci? Nem por um segundo te consigo esquecer, nem o vou conseguir tão cedo.
Se me desiludi? Desiludi-me imenso. Desiludi-me tanto, que pus em causa todos os momentos que vivemos juntos. É como se não passassem de mentiras espalhadas ao vento. E, se calhar não passaram.
Mesmo com o coração partido, mesmo a sofrer como nunca, sorri, e fiz o que faço melhor...mostrar que estou bem, mesmo quando não passa de uma grande mentira.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Ir...
Quando nos mandam embora, não nos resta alternativa, senão ir.
Por mais que gostemos, por mais que já nos estivessemos a preparar para ficar, por mais que o que mais quisessemos fosse deitar a cabeça naqueles braços e descansar. Deixar de lado as lutas, os problemas e as preocupações e ficar ali, só cinco minutos que fossem, cinco minutos perfeitos, cinco minutos, exctamente onde queriamos estar.
A verdade é que ás vezes é muito fácil deixar ir, ou mandar embora, quando não se sabe o que se tem. Quando não se faz ideia do que se vai perder.
E, aquele que tem que ir...respeita o que o mandou...respeita as suas vontades, ainda que seja um momento doloroso, ainda que as lágrimas o vençam e escorram pelas suas faces sem parar, tem que respeitar. Ainda que o seu coração continue aos pulos, por alguém que afinal nunca o quis.
Não pode evitar, não pode fazer nada.
Por mais que gostemos, por mais que já nos estivessemos a preparar para ficar, por mais que o que mais quisessemos fosse deitar a cabeça naqueles braços e descansar. Deixar de lado as lutas, os problemas e as preocupações e ficar ali, só cinco minutos que fossem, cinco minutos perfeitos, cinco minutos, exctamente onde queriamos estar.
A verdade é que ás vezes é muito fácil deixar ir, ou mandar embora, quando não se sabe o que se tem. Quando não se faz ideia do que se vai perder.
E, aquele que tem que ir...respeita o que o mandou...respeita as suas vontades, ainda que seja um momento doloroso, ainda que as lágrimas o vençam e escorram pelas suas faces sem parar, tem que respeitar. Ainda que o seu coração continue aos pulos, por alguém que afinal nunca o quis.
Não pode evitar, não pode fazer nada.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Novelas take II
Pois é, meus amigos, volto ás novelas...eu sei que já falei aqui da quantidade exorbitante de novelas que os canais comseguem emitir diariamente....mas enfim....
A verdade é que ás vezes dou por mim a ver esta novela, e penso...bem isto é novela...mas...quantos Mários, Soraias, Carmos...e por aí fora haverá no mundo?
Quantos casos idênticos haverá na vida real?
É o marido que trai a mulher....o típico rapaz conquistador...aqueles que só se preocupam com os seus próprios interesses...
Bom, acontece que eu...que sou muito de pensar (não mais que dois segundos), penso cá com os meus botões....
A verdade é que ás vezes dou por mim a ver esta novela, e penso...bem isto é novela...mas...quantos Mários, Soraias, Carmos...e por aí fora haverá no mundo?
Quantos casos idênticos haverá na vida real?
É o marido que trai a mulher....o típico rapaz conquistador...aqueles que só se preocupam com os seus próprios interesses...
Bom, acontece que eu...que sou muito de pensar (não mais que dois segundos), penso cá com os meus botões....
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Desde quando...?
Aqui, sozinha com os meus pensamentos, pergunto-me: Desde quando uma profissão define uma pessoa?
É que, não é por nada....mas...para as pessoas em geral, é, por um motivo que desconheço, uma base para definir uma pessoa.
Ah...aquele? é médico...ou é advogado...ou...outra coisa qualquer...
E, o que quer isso dizer afinal?
Não me diz se a pessoa é agradável, simpática ou se é boa pessoa.
Portanto, a meu ver é um bocado estranho que as pessoas definam A, B ou C apenas pela sua profissão...é estranho....deve ter a ver com a mania de certas pessoas de colocar rótulos....
É que, não é por nada....mas...para as pessoas em geral, é, por um motivo que desconheço, uma base para definir uma pessoa.
Ah...aquele? é médico...ou é advogado...ou...outra coisa qualquer...
E, o que quer isso dizer afinal?
Não me diz se a pessoa é agradável, simpática ou se é boa pessoa.
Portanto, a meu ver é um bocado estranho que as pessoas definam A, B ou C apenas pela sua profissão...é estranho....deve ter a ver com a mania de certas pessoas de colocar rótulos....
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
A princesa fugitiva
Ao cair da noite, a princesa ababdonou o castelo.
O coração batia-lhe com força, contra as costelas.
O medo descia-lhe pela coluna abaixo, sem que ela o conseguisse travar.
Não sabia o que era o medo, até que o sentira pela primeira vez. Aquele aperto no peito. Aquela sensação de não conseguir respirar. Aquela vontade de querer gritar e não conseguir.
O medo invadira-a com força.
Não podia mais ficar ali.
Amava-o demasiado, para conseguir aguentar.
Não lhe podia exigir nada.
Nunca pôde.
Dera-lhe o seu amor.
Lutara por ele, lutara por ambos, mas, já não tinha mais forças.
O coração batia-lhe com força, contra as costelas.
O medo descia-lhe pela coluna abaixo, sem que ela o conseguisse travar.
Não sabia o que era o medo, até que o sentira pela primeira vez. Aquele aperto no peito. Aquela sensação de não conseguir respirar. Aquela vontade de querer gritar e não conseguir.
O medo invadira-a com força.
Não podia mais ficar ali.
Amava-o demasiado, para conseguir aguentar.
Não lhe podia exigir nada.
Nunca pôde.
Dera-lhe o seu amor.
Lutara por ele, lutara por ambos, mas, já não tinha mais forças.
Memórias de infância
É engraçado, as partidas que nos prega a nossa memória.
Esta manhã acordei com uma música na cabeça, se calhar muitos de vocês, lembram-se.
É uma canção de Natal, que por vezes se cantava em festas de Natal, na escola primária.
E, a verdade é que há um verso que não me saia da cabeça " Natal é dar amor a quem o quer e não o tem", e no fundo tenho que concordar....
Natal, é mais que prendas, é mais que consumismo, é mais que querer ter e ter e ter coisas que no final acabamos por arrumar a um canto.
Natal, é família, é partilha, é dar amor.
Esta manhã acordei com uma música na cabeça, se calhar muitos de vocês, lembram-se.
É uma canção de Natal, que por vezes se cantava em festas de Natal, na escola primária.
E, a verdade é que há um verso que não me saia da cabeça " Natal é dar amor a quem o quer e não o tem", e no fundo tenho que concordar....
Natal, é mais que prendas, é mais que consumismo, é mais que querer ter e ter e ter coisas que no final acabamos por arrumar a um canto.
Natal, é família, é partilha, é dar amor.
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