quinta-feira, 16 de maio de 2013

"Nada é o que parece"

Este é daqueles provérbios, com o qual, por experiência própria tenho que concordar.
Ás vezes, nem tudo que nos parece, é.
E, com o tempo, começamos a ver como realmente são as coisas, e ás vezes, não são mesmo nada do que aparentavam.
É assim que começam as desilusões, por as expectativas (mesmo sem sabermos) estarem a um nivel que não se emparelha com a realidade e quando descobrimos como as coisas são, não correspondem á realidade.
Há muitas e muitas vezes que nada é mesmo aquilo que parece. E, infelizmente, ou felizmente, tanto vale para situações, como para pessoas.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Mulher que é mulher

Ora bem, mulher que é mulher é possessiva.
A mulher gosta de saber o que é seu, e guardá-lo bem guardado.
E, desengane-se quem pensa que o homem é diferente!
O homem, é bem capaz de ser pior. Coisa que ele (homem) irá negar, claro está. Mas, pensem nisto, nas relações em que o homem trai a mulher, ele não se importa de trair, é certo, mas se for o contrário, o caso já muda de figura. Porque o homem também é possessivo. Gosta de ter debaixo de olho o que é seu e ai de quem cobice o que ele julga ser seu.
Porque, afinal de contas, ninguém gosta de ser enganado, ou estou errada?
Bom, se calhar até estou...não sei....

sábado, 27 de abril de 2013

O "Não me importa"

Ora, quantas vezes já ouvimos uma resposta destas? "Ah, não sei, nem me importa!"
Mas, quando recebemos esta resposta, ou mesmo quando a damos....poder-se-á considerar uma resposta verdadeira?
Quantas vezes este tipo de resposta é proferido de forma a afastar assuntos, que na verdade, sim, nos importam e muito.
Cá pra mim, funciona mais ou menos como um encerrar de certos assuntos, nos quais não nos queremos alargar.
Mas, na verdade, até queríamos saber e se calhar até importa ,mais do que queremos demonstrar.
Digo eu....

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Olho para trás

Olho para trás, e vejo-te......olho para ti com saudade, olho para nós....para o que fomos, para o que sonhávamos ser....
Olho para esses tempos com uma saudade desmedida.
Todos os dias tenho uma necessidade, tão grande como respirar, de olhar para trás, de olhar para nós.
Mas, de repente, todo o encantamento esmorece, tudo se esfuma, nada era como eu pensava.
E, então, vejo-me forçada a olhar em frente.
Vejo o que toda a gente me disse que aconteceria....a vida continua....os hábitos permanecem os mesmos, ainda que com pessoas diferentes..a normalidade volta á vida de cada um..mas, o sentimento, o sentimento não se vê.....não precisa de ser explicado....porque na verdade....ninguém descobriu que ele ainda lá está, como que escondido, no seu cantinho....sem que ninguém dê por ele.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Momento da escrita: O PASSADO

O dia amanheceu com a chuva de encontro ás janelas.
Levanto-me a custo, da cama quente onde esteve o meu corpo.
Meto-me no carro e arranco devagar.
Quando chego, parece-me que conduzi durante horas, quando na verdade não demorei mais que meia hora.
O passado brota do meu coração e aflora-me aos olhos.
Olho a lápide inerte e o choro toma conta de mim.
Parece que ainda foi ontem, mas eu sei que não foi.
Não consegui entrar aqui durante muito tempo.
Não conseguia passar da porta.
Houve dias em que me obriguei a inventar histórias para colmatar a sua ausência.
Houve dias que chorei porque sabia que não ia voltar.
Desejei com todas as forças que fosse apenas um sonho mau.
Quis acordar, mas não conseguia.
Doía-me algures.
Doía muito.
Senti as forças a abandonarem-me o corpo e as lágrimas brotaram dos meus olhos tristes.
Não as consegui parar.
Já não tinha controlo sobre mim.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Desabafos II


E, com o coração partido, tal qual um  passarinho indefeso com a asa partida, chorei, chorei porque doeu, chorei porque o meu coração explodia de dor só de pensar que podias ser de outra como eu pensava que eras meu. Sim, pensava.Mas, estava enganada, estava tão enganada.
Ou não vi, ou não quis ver, ou não quis admitir que o que sentia era mais forte do que aquilo que demonstrava.
Eu, e a minha maldita mania de guardar tudo dentro de mim.
Eu, e a minha maldita mania de achar que sou forte o suficiente para aguentar todas as dores, para aguentar qualquer que seja o mal que me atinja. Eu sei, no meu íntimo sei que não sou assim tão forte, mas habituei-me, por defesa, habituei-me a mostrar-me mais forte do que sou na realidade.
Se fiquei triste? Fiquei mais daquilo que podes imaginar.
Se esqueci? Nem por um segundo te consigo esquecer, nem o vou conseguir tão cedo.
Se me desiludi? Desiludi-me imenso. Desiludi-me tanto, que pus em causa todos os momentos que vivemos juntos. É como se não passassem de mentiras espalhadas ao vento. E, se calhar não passaram.
Mesmo com o coração partido, mesmo a sofrer como nunca, sorri, e fiz o que faço melhor...mostrar que estou bem, mesmo quando não passa de uma grande mentira.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ir...

Quando nos mandam embora, não nos resta alternativa, senão ir.
Por mais que gostemos, por mais que já nos estivessemos a preparar para ficar, por mais que o que mais quisessemos fosse deitar a cabeça naqueles braços e descansar. Deixar de lado as lutas, os problemas e as preocupações e ficar ali, só cinco minutos que fossem, cinco minutos perfeitos, cinco minutos, exctamente onde queriamos estar.
A verdade é que ás vezes é muito fácil deixar ir, ou mandar embora, quando não se sabe o que se tem. Quando não se faz ideia do que se vai perder.
 E, aquele que tem que ir...respeita o que o mandou...respeita as suas vontades, ainda que seja um momento doloroso, ainda que as lágrimas o vençam e escorram pelas suas faces sem parar, tem que respeitar. Ainda que o seu coração continue aos pulos, por alguém que afinal nunca o quis.
Não pode evitar, não pode fazer nada.