Ora, ja todos ouvimos muitas vezes "oh...olha...falar é fácil"...mas (há sempre um mas...), nem sempre é bem assim.
Falar é naturalmente fácil, para aqueles que têm facilidade em falar..assim como fazer, por vezes também pode ser fácil, isto para aqueles que têm facilidade em fazer.
Normalmente este "falar é fácil" vem associado a conselhos, querendo com isto dizer-se que é muito fácil falar quando não somos nós os implicados na questão. A verdade é que quando tentamos dar um conselho a alguém, estamos no fundo a basear-nos nas nossas vivências e tentamos pôr-nos no lugar da pessoa em questão para aconselhar da melhor forma que nos é possivel.
Curiosamente, por vezes damos grandes conselhos aos nossos amigos, mas quando se trata das nossas coisinhas....não os conseguimos seguir....já diz o povo..."em casa de ferreiro...espeto de pau"....Ou, será que...como diz muita gente...se os conselhos fossem bons...não se davam...?
Cá para mim...não vou nessa...os conselhos podem ser bons mesmo que não cobremos por eles, primeiro porque as melhores coisas da vida não têm preço...e isso não faz delas menos do que aquilo que são...e depois, quando pedimos um conselho a alguém, escolhemos um amigo, uma pessoa da nossa confiança....portanto...há quem dê conselhos bons, há quem dê conselhos menos bons....mas, o valor monetário não é para aqui chamado.
Ahh...e porque falar é fácil...hoje aproveitem para dizer ás pessoas que são importantes nas vossas vidas, o que elas representam para vocês ;)
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Abandono
Sinto uma indignação a crescer-me cá dentro, face a um tema destacado esta semana nos noticiários.
Há coisas que ultrapassam largamente a minha compreensão, e, acreditem que eu até sou bastante compreensiva (burra mesmo até, em alguns casos).
Que espécie de pessoa consegue abandonar o seu próprio filho, recém-nascido, á sua sorte? Muitas vezes deixados ao frio, á chuva, em caixotes do lixo, se não mesmo em locais piores.
É sangue do seu sangue, saiu de dentro dela. Estiveram cerca de 40 semanas em contacto permanente e indissossiavel um com o outro.
Ultrapassa-me!
E depois, claro, a crise vem explicar todas estas coisas, que no fundo traduzem é muita miséria de espirito, a meu ver. Porque ai e tal...não têm condiçoes socio-económicas para ficar com a criança....
Ora, se não as têm ao nascimento da criança, o mais provável era que não as tivessem no momento da concepção. Se calhar estou errada, mas custa-me entender. Não há explicação possivel para isto, no meu entender vá.
Há metodos de contracepção de todos os tipos, muitos deles fornecidos gratuitamente nos centros de saúde, há campanhas e campanhas de sensibilização de todos os tipos e feitios, há apoios de quase todo o tipo...não percebo sinceramente...
E também não percebo como é que se leva avante uma gravidez que não se deseja, quando o desfecho final culmina no abandono da criança, se não mesmo em coisas piores.
Tendo em conta estes casos, pergunto : É assim ´tão abominável a interrupção voluntário da gravidez?
E, no futuro, o que é destas crianças, que sabem a sua história e percebem quem a pessoa que os deveria querer acima de tudo, pura e simplesmente não quis?
A floresta
Vagueio pela floresta ao cair da noite.
Começo a ver a escuridão a inundá-la, tal como me inunda a mim.
O silêncio da noite abate-se sobre ela, tal como se abate sobre mim.
Avanço.
Avanço, mais e mais, com uma falsa coragem.
Não consigo ficar parada.
Não aguento a dor que o meu peito se recusa a mandar embora.
Peito maldito, penso.
Algo, que não sei bem o que é, impele-me a correr.
Quero fugir.
Fugir para longe.
Não aguento mais esta dor, que a cada segundo dilacera um peito ferido, um coração magoado que bate fraco dentro de mim.
É tarde demais.
Não posso voltar atrás.
Olho á minha volta, mas...já não sei onde estou.
Não sei o que fazer.
O pânico toma conta de mim.
Nunca mais vou conseguir sair daqui.
Não passo de uma prisioneira.
Prisioneira de mim própria, prisioneira desta dor, prisioneira desta floresta.
Começo a ver a escuridão a inundá-la, tal como me inunda a mim.
O silêncio da noite abate-se sobre ela, tal como se abate sobre mim.
Avanço.
Avanço, mais e mais, com uma falsa coragem.
Não consigo ficar parada.
Não aguento a dor que o meu peito se recusa a mandar embora.
Peito maldito, penso.
Algo, que não sei bem o que é, impele-me a correr.
Quero fugir.
Fugir para longe.
Não aguento mais esta dor, que a cada segundo dilacera um peito ferido, um coração magoado que bate fraco dentro de mim.
É tarde demais.
Não posso voltar atrás.
Olho á minha volta, mas...já não sei onde estou.
Não sei o que fazer.
O pânico toma conta de mim.
Nunca mais vou conseguir sair daqui.
Não passo de uma prisioneira.
Prisioneira de mim própria, prisioneira desta dor, prisioneira desta floresta.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Chorar
Chorar, diria eu que é a expressão de uma emoção.
Podemos chorar de tristeza, de alegria, de emoção, de pena, de alivio...
Ás vezes, chorar faz bem, é algo que nos liberta e faz bem.
Ás vezes é necessário chorar...pelo que se teve....pelo que não se chegou a ter e em parte pelo que se tem.
O alivio, vem por vezes em forma de lágrimas, lágrimas que nos acalmam.
Podemos chorar de tristeza, de alegria, de emoção, de pena, de alivio...
Ás vezes, chorar faz bem, é algo que nos liberta e faz bem.
Ás vezes é necessário chorar...pelo que se teve....pelo que não se chegou a ter e em parte pelo que se tem.
O alivio, vem por vezes em forma de lágrimas, lágrimas que nos acalmam.
Regeneração
Tal como a tartaruga ferida consegue que a sua carapaça partida cicatrize, também nós conseguimos recuperar quando o nosso coração é partido em mil pedaços, sem dó nem piedade.
Talvez não tenhamos a capacidade de regeneração da tartaruga, mas, mais cedo ou mais tarde, conseguimos recuperar o nosso coração e voltarmos a ser nós mesmos.
Porém, mais reservados, com mais mecanismos de protecção e prometendo a nós mesmos que não voltará a acontecer, que não vamos permitir que mais ninguém se aproxime novamente de tal forma. Que mais ninguém vai magoar-nos novamente de tal maneira.
No fundo, iludimo-nos a nós próprios.
Não há nada que possa de facto garantir que não voltará a acontecer, se nos permitirmos amar e abrir o nosso coração para ser amado novamente.
Talvez não tenhamos a capacidade de regeneração da tartaruga, mas, mais cedo ou mais tarde, conseguimos recuperar o nosso coração e voltarmos a ser nós mesmos.
Porém, mais reservados, com mais mecanismos de protecção e prometendo a nós mesmos que não voltará a acontecer, que não vamos permitir que mais ninguém se aproxime novamente de tal forma. Que mais ninguém vai magoar-nos novamente de tal maneira.
No fundo, iludimo-nos a nós próprios.
Não há nada que possa de facto garantir que não voltará a acontecer, se nos permitirmos amar e abrir o nosso coração para ser amado novamente.
Altos e baixos
De certeza que já toda a gente ouviu esta.
Muitas vezes está relacionada com as relações.
"Ah...a nossa relação tem altos e baixos....mas somos felizes" (que é o que importa no final)
Bom, eu questiono-me se com estes "altos e baixos" não estarão a referir-se a algum tipo de enfeite, nomeadamente na região frontal.
Não sei...há coisas que...tipo....
Muitas vezes está relacionada com as relações.
"Ah...a nossa relação tem altos e baixos....mas somos felizes" (que é o que importa no final)
Bom, eu questiono-me se com estes "altos e baixos" não estarão a referir-se a algum tipo de enfeite, nomeadamente na região frontal.
Não sei...há coisas que...tipo....
O casamento
Depois de receber o dito "convite dourado", fiquei a pensar (não mais que dois segundos) na seguinte questão: O que leva as pessoas a casar?
Não cheguei a nenhuma conclusão óbvia, nem satisfatória, é certo, porque existe toda uma vastidão de tipos de pessoas, portanto umas certamente casam pelo sentimento que as une (seja bom ou mau), outras por interesses (comuns ou não), outras, por trocas comerciais, enfim, pelos mais variados motivos.
Para ser sincera, nunca sonhei com o casamento,( como diria o outro..é coisa que não me assiste), acho-o um verdadeiro desperdício de dinheiro, mas, isso sou eu.
Talvez para casar seja preciso ser corajoso, ter força de vontade e lutar muito, ou que se querem manter casados, claro. Ou, talvez, seja preciso ser um bocadinho louco
Não cheguei a nenhuma conclusão óbvia, nem satisfatória, é certo, porque existe toda uma vastidão de tipos de pessoas, portanto umas certamente casam pelo sentimento que as une (seja bom ou mau), outras por interesses (comuns ou não), outras, por trocas comerciais, enfim, pelos mais variados motivos.
Para ser sincera, nunca sonhei com o casamento,( como diria o outro..é coisa que não me assiste), acho-o um verdadeiro desperdício de dinheiro, mas, isso sou eu.
Talvez para casar seja preciso ser corajoso, ter força de vontade e lutar muito, ou que se querem manter casados, claro. Ou, talvez, seja preciso ser um bocadinho louco
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