domingo, 18 de outubro de 2015
Amizades
Pensei em ti, acima de tudo acreditava que eras minha amiga, que te alegravam as minhas vitórias tanto como a mim me alegravam as tuas. Mas, na verdade a cada dia me ia apercebendo que no fundo eu estive lá mais para ti do que tu estavas para mim.
A amizade não é uma competição, mas também não é ligar-se quando se precisa, não é recordar as pessoas nas horas de aperto.
A amizade é estar lá sempre, quando é preciso ou mesmo quando não é, apesar das distâncias, apesar dos próprios problemas, é estar mesmo que não seja fisicamente, é estar mesmo quando o que mais queríamos era ficar no nosso canto.
Não te cobro amizade, pois na verdade a amizade não é algo que se possa cobrar. Ou se dá de livre vontade, de alma e coração ou...não se fala sequer dela.
Esperava mais de ti.
Esperava que essa nossa amizade fosse "nossa" e que nem o tempo nem a distância a conseguissem desvanecer.
Esperava....mas quando esperamos demasiado....
quarta-feira, 18 de junho de 2014
"Se eu fosse tu...."
De certeza que já todos nós ouvimos esta uma ou outra vez.
Ai e tal....se eu fosse tu fazia isto e aquilo.....fazia assim e assado....e já agora.....cozido e grelhado!!!
São muitas as pessoas que utilizam esta dita expressão.....que ás vezes me deixa um tanto ou quanto fora de mim.....claro que se vocês fossem eu....se calhar não se inervavam!!
Concordo que ás vezes até nem é dito por mal...
Mas...primeiro: quem é que disse á pessoa para ser eu??NINGUÉM!!!
Até porque é uma impossibilidade da natureza....eu sou eu....e ninguém pode ser eu....portanto pra que dizer "ai e tal se eu fosse tu...." ??
É melhor parar por ali....ninguém lhe pediu para ser eu....
Ai e tal....se eu fosse tu fazia isto e aquilo.....fazia assim e assado....e já agora.....cozido e grelhado!!!
São muitas as pessoas que utilizam esta dita expressão.....que ás vezes me deixa um tanto ou quanto fora de mim.....claro que se vocês fossem eu....se calhar não se inervavam!!
Concordo que ás vezes até nem é dito por mal...
Mas...primeiro: quem é que disse á pessoa para ser eu??NINGUÉM!!!
Até porque é uma impossibilidade da natureza....eu sou eu....e ninguém pode ser eu....portanto pra que dizer "ai e tal se eu fosse tu...." ??
É melhor parar por ali....ninguém lhe pediu para ser eu....
terça-feira, 20 de maio de 2014
Reflexões
Entre reflexões disparatadas, vagueio na minha própria mente á procura das respostas para as perguntas que ainda nem sequer formulei.
Quando me perco nos meus pensamentos, percebo que quanto mais penso em determinados assuntos, mais questões se me levantam, e percebo também que estou mais do que longe das respostas.
E, entre estas mesmas reflexões, hoje, caminhava eu com os meus pensamentos, quando me ocorreu que, fazendo eu parte desta nova geração de jovens (e não tão jovens) emigrantes, chega um certo momento na vida em que já não sabemos bem onde pertencemos. Sabemos de onde viemos, e onde estamos. E, muitas vezes nos interrogamos para onde iremos.
Mas será que continuamos verdadeiramente a pertencer a um sítio?
Sabemos que temos as raízes no sítio de onde viemos e para o qual acalentamos a esperança de regressar um dia, ou, de ir regressando quando isso nos é possível.
Mas, pergunto, somos os mesmos quando regressamos? Continuamos a sentir que é ali o nosso lugar? Que é ali que pertencemos? Ou, pelo contrário, sentimo-nos meio que deslocados, sem certezas de que continue a ser ali o nosso lugar?
Enfim...reflexões disparatas....cada um faz as suas....se houver tempo e vontade para tal....
Quando me perco nos meus pensamentos, percebo que quanto mais penso em determinados assuntos, mais questões se me levantam, e percebo também que estou mais do que longe das respostas.
E, entre estas mesmas reflexões, hoje, caminhava eu com os meus pensamentos, quando me ocorreu que, fazendo eu parte desta nova geração de jovens (e não tão jovens) emigrantes, chega um certo momento na vida em que já não sabemos bem onde pertencemos. Sabemos de onde viemos, e onde estamos. E, muitas vezes nos interrogamos para onde iremos.
Mas será que continuamos verdadeiramente a pertencer a um sítio?
Sabemos que temos as raízes no sítio de onde viemos e para o qual acalentamos a esperança de regressar um dia, ou, de ir regressando quando isso nos é possível.
Mas, pergunto, somos os mesmos quando regressamos? Continuamos a sentir que é ali o nosso lugar? Que é ali que pertencemos? Ou, pelo contrário, sentimo-nos meio que deslocados, sem certezas de que continue a ser ali o nosso lugar?
Enfim...reflexões disparatas....cada um faz as suas....se houver tempo e vontade para tal....
sábado, 5 de abril de 2014
Pedacinhos
E....com um olhar nostálgico, olho para trás com saudade. Relembro o que vivi, relembro os sonhos, as esperanças que acalentava, relembro as pessoas que conheci. Relembro-me a mim própria e ao que de mim fui deixando para trás.
Sempre que seguimos em frente, há pedacinhos de nós que vão ficando para trás.
Ao vazio deixado por esses pedacinhos, que mesmo sem querer deixamos que partam, outros vêm tomar o seu lugar e preencher aquele vazio.
São pedaços de nós e da nossa existência, das nossas memórias. Pedaços que não esquecemos, mas, que, gradualmente vão dando lugar a novas recordações, a novos bocadinhos de nós e da nossa história.
Pedacinhos que se juntam, que se combinam e que nos transformam num novo eu a cada vivência, a cada mudança.
Sempre que seguimos em frente, há pedacinhos de nós que vão ficando para trás.
Ao vazio deixado por esses pedacinhos, que mesmo sem querer deixamos que partam, outros vêm tomar o seu lugar e preencher aquele vazio.
São pedaços de nós e da nossa existência, das nossas memórias. Pedaços que não esquecemos, mas, que, gradualmente vão dando lugar a novas recordações, a novos bocadinhos de nós e da nossa história.
Pedacinhos que se juntam, que se combinam e que nos transformam num novo eu a cada vivência, a cada mudança.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
"Se eu.....
Se eu me sentasse a escrever...teria que pensar....se eu tivesse que pensar....muita coisa teria que sair do lugar.
Cada vez que os meus pensamentos se amontoam para poderem sair, acotovelando-se uns aos outros, fecho os olhos e faço-os voltar ao lugar.
Como?
Na verdade não sei.
Mas, se são os meus pensamentos, têm a obrigação de me obedecer. Ou não?
Não posso deixar que me controlem!
Não podem saber que...aliás, não podem sequer desconfiar que estou á mercê deles.
Respiro fundo para me acalmar. Para que eles se acalmem, mas, dias há em que nada os consegue sossegar. São inquietos. Deixam-me inquieta.
Fazem-me reflectir e questionar.
Fazem surgir "coisas", "pontas", "brechas", onde as não havia...
Pensamentos inquietos, acalmem-se um bocadinho!
Não vão a lugar nenhum enquanto eu não decidir!
Cada vez que os meus pensamentos se amontoam para poderem sair, acotovelando-se uns aos outros, fecho os olhos e faço-os voltar ao lugar.
Como?
Na verdade não sei.
Mas, se são os meus pensamentos, têm a obrigação de me obedecer. Ou não?
Não posso deixar que me controlem!
Não podem saber que...aliás, não podem sequer desconfiar que estou á mercê deles.
Respiro fundo para me acalmar. Para que eles se acalmem, mas, dias há em que nada os consegue sossegar. São inquietos. Deixam-me inquieta.
Fazem-me reflectir e questionar.
Fazem surgir "coisas", "pontas", "brechas", onde as não havia...
Pensamentos inquietos, acalmem-se um bocadinho!
Não vão a lugar nenhum enquanto eu não decidir!
domingo, 27 de outubro de 2013
O vento
O vento sopra forte lá fora, fustiga-me as janelas e faz-me aproximar para observar a sua passagem.
Faz voar as folhas caídas em redemoinhos. As folhas que quase agradecem a atenção.
Têm estado ali abandonadas, á espera que alguém as veja, á espera que alguém lhes preste atenção.
Á espera que o vento as separe, para que depois as juntes em grupos, prontas a partir....prontas a voar pra longe.
Prontas a encarar a viagem que as leva a cada dia a um sítio diferente.
Deixam-se levar ao sabor do vento, pois já o conhecem, já sabem o que esperar.
Sabem que quando a viagem terminar, estarão em outro lugar, terão conhecido outros sítios, ainda que a passagem tenha sido breve.
Não sabem para onde vão, mas deixam-se ir.
Afinal de contas, ali estavam elas, prontas para a aventura, á espera que ele chegasse e as regatasse da monotonia, da invisibilidade e indiferença de todos os demais.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Decisões
No fundo as decisões que tomamos ao longo da nossa vida vão nos tornando naquilo que somos.
As direcções que tomamos, o que escolhemos para nós, acaba por ser baseado naquilo que achamos que vai mais de encontro á nossa pessoa.
Escolhemos o que achamos ser o melhor para nós em certos e determinados momentos, mas a verdade é que ás vezes as decisões se revelam autênticas desilusões. Há tanta coisa que acaba por não ser o que e como pensávamos que era.
Ás vezes torna-se tão difícil tomar certas decisões.
Há sempre a dúvida....acompanhada pela incerteza e o receio de que as coisas possam não acontecer como gostaríamos que acontecessem.
As direcções que tomamos, o que escolhemos para nós, acaba por ser baseado naquilo que achamos que vai mais de encontro á nossa pessoa.
Escolhemos o que achamos ser o melhor para nós em certos e determinados momentos, mas a verdade é que ás vezes as decisões se revelam autênticas desilusões. Há tanta coisa que acaba por não ser o que e como pensávamos que era.
Ás vezes torna-se tão difícil tomar certas decisões.
Há sempre a dúvida....acompanhada pela incerteza e o receio de que as coisas possam não acontecer como gostaríamos que acontecessem.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
"Nada é o que parece"
Este é daqueles provérbios, com o qual, por experiência própria tenho que concordar.
Ás vezes, nem tudo que nos parece, é.
E, com o tempo, começamos a ver como realmente são as coisas, e ás vezes, não são mesmo nada do que aparentavam.
É assim que começam as desilusões, por as expectativas (mesmo sem sabermos) estarem a um nivel que não se emparelha com a realidade e quando descobrimos como as coisas são, não correspondem á realidade.
Há muitas e muitas vezes que nada é mesmo aquilo que parece. E, infelizmente, ou felizmente, tanto vale para situações, como para pessoas.
Ás vezes, nem tudo que nos parece, é.
E, com o tempo, começamos a ver como realmente são as coisas, e ás vezes, não são mesmo nada do que aparentavam.
É assim que começam as desilusões, por as expectativas (mesmo sem sabermos) estarem a um nivel que não se emparelha com a realidade e quando descobrimos como as coisas são, não correspondem á realidade.
Há muitas e muitas vezes que nada é mesmo aquilo que parece. E, infelizmente, ou felizmente, tanto vale para situações, como para pessoas.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Mulher que é mulher
Ora bem, mulher que é mulher é possessiva.
A mulher gosta de saber o que é seu, e guardá-lo bem guardado.
E, desengane-se quem pensa que o homem é diferente!
O homem, é bem capaz de ser pior. Coisa que ele (homem) irá negar, claro está. Mas, pensem nisto, nas relações em que o homem trai a mulher, ele não se importa de trair, é certo, mas se for o contrário, o caso já muda de figura. Porque o homem também é possessivo. Gosta de ter debaixo de olho o que é seu e ai de quem cobice o que ele julga ser seu.
Porque, afinal de contas, ninguém gosta de ser enganado, ou estou errada?
Bom, se calhar até estou...não sei....
A mulher gosta de saber o que é seu, e guardá-lo bem guardado.
E, desengane-se quem pensa que o homem é diferente!
O homem, é bem capaz de ser pior. Coisa que ele (homem) irá negar, claro está. Mas, pensem nisto, nas relações em que o homem trai a mulher, ele não se importa de trair, é certo, mas se for o contrário, o caso já muda de figura. Porque o homem também é possessivo. Gosta de ter debaixo de olho o que é seu e ai de quem cobice o que ele julga ser seu.
Porque, afinal de contas, ninguém gosta de ser enganado, ou estou errada?
Bom, se calhar até estou...não sei....
sábado, 27 de abril de 2013
O "Não me importa"
Ora, quantas vezes já ouvimos uma resposta destas? "Ah, não sei, nem me importa!"
Mas, quando recebemos esta resposta, ou mesmo quando a damos....poder-se-á considerar uma resposta verdadeira?
Quantas vezes este tipo de resposta é proferido de forma a afastar assuntos, que na verdade, sim, nos importam e muito.
Cá pra mim, funciona mais ou menos como um encerrar de certos assuntos, nos quais não nos queremos alargar.
Mas, na verdade, até queríamos saber e se calhar até importa ,mais do que queremos demonstrar.
Digo eu....
Mas, quando recebemos esta resposta, ou mesmo quando a damos....poder-se-á considerar uma resposta verdadeira?
Quantas vezes este tipo de resposta é proferido de forma a afastar assuntos, que na verdade, sim, nos importam e muito.
Cá pra mim, funciona mais ou menos como um encerrar de certos assuntos, nos quais não nos queremos alargar.
Mas, na verdade, até queríamos saber e se calhar até importa ,mais do que queremos demonstrar.
Digo eu....
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Olho para trás
Olho para trás, e vejo-te......olho para ti com saudade, olho para nós....para o que fomos, para o que sonhávamos ser....
Olho para esses tempos com uma saudade desmedida.
Todos os dias tenho uma necessidade, tão grande como respirar, de olhar para trás, de olhar para nós.
Mas, de repente, todo o encantamento esmorece, tudo se esfuma, nada era como eu pensava.
E, então, vejo-me forçada a olhar em frente.
Vejo o que toda a gente me disse que aconteceria....a vida continua....os hábitos permanecem os mesmos, ainda que com pessoas diferentes..a normalidade volta á vida de cada um..mas, o sentimento, o sentimento não se vê.....não precisa de ser explicado....porque na verdade....ninguém descobriu que ele ainda lá está, como que escondido, no seu cantinho....sem que ninguém dê por ele.
Olho para esses tempos com uma saudade desmedida.
Todos os dias tenho uma necessidade, tão grande como respirar, de olhar para trás, de olhar para nós.
Mas, de repente, todo o encantamento esmorece, tudo se esfuma, nada era como eu pensava.
E, então, vejo-me forçada a olhar em frente.
Vejo o que toda a gente me disse que aconteceria....a vida continua....os hábitos permanecem os mesmos, ainda que com pessoas diferentes..a normalidade volta á vida de cada um..mas, o sentimento, o sentimento não se vê.....não precisa de ser explicado....porque na verdade....ninguém descobriu que ele ainda lá está, como que escondido, no seu cantinho....sem que ninguém dê por ele.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Momento da escrita: O PASSADO
O dia amanheceu com a chuva de encontro ás janelas.
Levanto-me a custo, da cama quente onde esteve o meu corpo.
Meto-me no carro e arranco devagar.
Quando chego, parece-me que conduzi durante horas, quando na verdade não demorei mais que meia hora.
O passado brota do meu coração e aflora-me aos olhos.
Olho a lápide inerte e o choro toma conta de mim.
Parece que ainda foi ontem, mas eu sei que não foi.
Não consegui entrar aqui durante muito tempo.
Não conseguia passar da porta.
Houve dias em que me obriguei a inventar histórias para colmatar a sua ausência.
Houve dias que chorei porque sabia que não ia voltar.
Desejei com todas as forças que fosse apenas um sonho mau.
Quis acordar, mas não conseguia.
Doía-me algures.
Doía muito.
Senti as forças a abandonarem-me o corpo e as lágrimas brotaram dos meus olhos tristes.
Não as consegui parar.
Já não tinha controlo sobre mim.
Levanto-me a custo, da cama quente onde esteve o meu corpo.
Meto-me no carro e arranco devagar.
Quando chego, parece-me que conduzi durante horas, quando na verdade não demorei mais que meia hora.
O passado brota do meu coração e aflora-me aos olhos.
Olho a lápide inerte e o choro toma conta de mim.
Parece que ainda foi ontem, mas eu sei que não foi.
Não consegui entrar aqui durante muito tempo.
Não conseguia passar da porta.
Houve dias em que me obriguei a inventar histórias para colmatar a sua ausência.
Houve dias que chorei porque sabia que não ia voltar.
Desejei com todas as forças que fosse apenas um sonho mau.
Quis acordar, mas não conseguia.
Doía-me algures.
Doía muito.
Senti as forças a abandonarem-me o corpo e as lágrimas brotaram dos meus olhos tristes.
Não as consegui parar.
Já não tinha controlo sobre mim.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Desabafos II
E, com o coração partido, tal qual um passarinho indefeso com a asa partida, chorei, chorei porque doeu, chorei porque o meu coração explodia de dor só de pensar que podias ser de outra como eu pensava que eras meu. Sim, pensava.Mas, estava enganada, estava tão enganada.
Ou não vi, ou não quis ver, ou não quis admitir que o que sentia era mais forte do que aquilo que demonstrava.
Eu, e a minha maldita mania de guardar tudo dentro de mim.
Eu, e a minha maldita mania de achar que sou forte o suficiente para aguentar todas as dores, para aguentar qualquer que seja o mal que me atinja. Eu sei, no meu íntimo sei que não sou assim tão forte, mas habituei-me, por defesa, habituei-me a mostrar-me mais forte do que sou na realidade.
Se fiquei triste? Fiquei mais daquilo que podes imaginar.
Se esqueci? Nem por um segundo te consigo esquecer, nem o vou conseguir tão cedo.
Se me desiludi? Desiludi-me imenso. Desiludi-me tanto, que pus em causa todos os momentos que vivemos juntos. É como se não passassem de mentiras espalhadas ao vento. E, se calhar não passaram.
Mesmo com o coração partido, mesmo a sofrer como nunca, sorri, e fiz o que faço melhor...mostrar que estou bem, mesmo quando não passa de uma grande mentira.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Ir...
Quando nos mandam embora, não nos resta alternativa, senão ir.
Por mais que gostemos, por mais que já nos estivessemos a preparar para ficar, por mais que o que mais quisessemos fosse deitar a cabeça naqueles braços e descansar. Deixar de lado as lutas, os problemas e as preocupações e ficar ali, só cinco minutos que fossem, cinco minutos perfeitos, cinco minutos, exctamente onde queriamos estar.
A verdade é que ás vezes é muito fácil deixar ir, ou mandar embora, quando não se sabe o que se tem. Quando não se faz ideia do que se vai perder.
E, aquele que tem que ir...respeita o que o mandou...respeita as suas vontades, ainda que seja um momento doloroso, ainda que as lágrimas o vençam e escorram pelas suas faces sem parar, tem que respeitar. Ainda que o seu coração continue aos pulos, por alguém que afinal nunca o quis.
Não pode evitar, não pode fazer nada.
Por mais que gostemos, por mais que já nos estivessemos a preparar para ficar, por mais que o que mais quisessemos fosse deitar a cabeça naqueles braços e descansar. Deixar de lado as lutas, os problemas e as preocupações e ficar ali, só cinco minutos que fossem, cinco minutos perfeitos, cinco minutos, exctamente onde queriamos estar.
A verdade é que ás vezes é muito fácil deixar ir, ou mandar embora, quando não se sabe o que se tem. Quando não se faz ideia do que se vai perder.
E, aquele que tem que ir...respeita o que o mandou...respeita as suas vontades, ainda que seja um momento doloroso, ainda que as lágrimas o vençam e escorram pelas suas faces sem parar, tem que respeitar. Ainda que o seu coração continue aos pulos, por alguém que afinal nunca o quis.
Não pode evitar, não pode fazer nada.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Novelas take II
Pois é, meus amigos, volto ás novelas...eu sei que já falei aqui da quantidade exorbitante de novelas que os canais comseguem emitir diariamente....mas enfim....
A verdade é que ás vezes dou por mim a ver esta novela, e penso...bem isto é novela...mas...quantos Mários, Soraias, Carmos...e por aí fora haverá no mundo?
Quantos casos idênticos haverá na vida real?
É o marido que trai a mulher....o típico rapaz conquistador...aqueles que só se preocupam com os seus próprios interesses...
Bom, acontece que eu...que sou muito de pensar (não mais que dois segundos), penso cá com os meus botões....
A verdade é que ás vezes dou por mim a ver esta novela, e penso...bem isto é novela...mas...quantos Mários, Soraias, Carmos...e por aí fora haverá no mundo?
Quantos casos idênticos haverá na vida real?
É o marido que trai a mulher....o típico rapaz conquistador...aqueles que só se preocupam com os seus próprios interesses...
Bom, acontece que eu...que sou muito de pensar (não mais que dois segundos), penso cá com os meus botões....
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Desde quando...?
Aqui, sozinha com os meus pensamentos, pergunto-me: Desde quando uma profissão define uma pessoa?
É que, não é por nada....mas...para as pessoas em geral, é, por um motivo que desconheço, uma base para definir uma pessoa.
Ah...aquele? é médico...ou é advogado...ou...outra coisa qualquer...
E, o que quer isso dizer afinal?
Não me diz se a pessoa é agradável, simpática ou se é boa pessoa.
Portanto, a meu ver é um bocado estranho que as pessoas definam A, B ou C apenas pela sua profissão...é estranho....deve ter a ver com a mania de certas pessoas de colocar rótulos....
É que, não é por nada....mas...para as pessoas em geral, é, por um motivo que desconheço, uma base para definir uma pessoa.
Ah...aquele? é médico...ou é advogado...ou...outra coisa qualquer...
E, o que quer isso dizer afinal?
Não me diz se a pessoa é agradável, simpática ou se é boa pessoa.
Portanto, a meu ver é um bocado estranho que as pessoas definam A, B ou C apenas pela sua profissão...é estranho....deve ter a ver com a mania de certas pessoas de colocar rótulos....
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
A princesa fugitiva
Ao cair da noite, a princesa ababdonou o castelo.
O coração batia-lhe com força, contra as costelas.
O medo descia-lhe pela coluna abaixo, sem que ela o conseguisse travar.
Não sabia o que era o medo, até que o sentira pela primeira vez. Aquele aperto no peito. Aquela sensação de não conseguir respirar. Aquela vontade de querer gritar e não conseguir.
O medo invadira-a com força.
Não podia mais ficar ali.
Amava-o demasiado, para conseguir aguentar.
Não lhe podia exigir nada.
Nunca pôde.
Dera-lhe o seu amor.
Lutara por ele, lutara por ambos, mas, já não tinha mais forças.
O coração batia-lhe com força, contra as costelas.
O medo descia-lhe pela coluna abaixo, sem que ela o conseguisse travar.
Não sabia o que era o medo, até que o sentira pela primeira vez. Aquele aperto no peito. Aquela sensação de não conseguir respirar. Aquela vontade de querer gritar e não conseguir.
O medo invadira-a com força.
Não podia mais ficar ali.
Amava-o demasiado, para conseguir aguentar.
Não lhe podia exigir nada.
Nunca pôde.
Dera-lhe o seu amor.
Lutara por ele, lutara por ambos, mas, já não tinha mais forças.
Memórias de infância
É engraçado, as partidas que nos prega a nossa memória.
Esta manhã acordei com uma música na cabeça, se calhar muitos de vocês, lembram-se.
É uma canção de Natal, que por vezes se cantava em festas de Natal, na escola primária.
E, a verdade é que há um verso que não me saia da cabeça " Natal é dar amor a quem o quer e não o tem", e no fundo tenho que concordar....
Natal, é mais que prendas, é mais que consumismo, é mais que querer ter e ter e ter coisas que no final acabamos por arrumar a um canto.
Natal, é família, é partilha, é dar amor.
Esta manhã acordei com uma música na cabeça, se calhar muitos de vocês, lembram-se.
É uma canção de Natal, que por vezes se cantava em festas de Natal, na escola primária.
E, a verdade é que há um verso que não me saia da cabeça " Natal é dar amor a quem o quer e não o tem", e no fundo tenho que concordar....
Natal, é mais que prendas, é mais que consumismo, é mais que querer ter e ter e ter coisas que no final acabamos por arrumar a um canto.
Natal, é família, é partilha, é dar amor.
O primeiro voo
Qual passarinho, atirado para fora do ninho, olhei á minha volta com pesar.
No fundo, e apesar de tudo, estava triste.
Mas, não tinha alternativa, e eu sabia.
Nunca tivera alternativa.
Sempre o soubera.
A custo, cheia de medo e com o coração aos pulos, abri as asas, apreciei com satisfação as minhas penas reluzentes.
Chegara a hora.
A hora de voar para longe.
Em silêncio, ordenei ás minhas asas que funcionassem.
Que pela primeira vez funcionassem.
Elas, bateram uma vez, e mais outra, e tal como eu ordenei, levaram-me para longe.
No fundo, e apesar de tudo, estava triste.
Mas, não tinha alternativa, e eu sabia.
Nunca tivera alternativa.
Sempre o soubera.
A custo, cheia de medo e com o coração aos pulos, abri as asas, apreciei com satisfação as minhas penas reluzentes.
Chegara a hora.
A hora de voar para longe.
Em silêncio, ordenei ás minhas asas que funcionassem.
Que pela primeira vez funcionassem.
Elas, bateram uma vez, e mais outra, e tal como eu ordenei, levaram-me para longe.
Afinal, palavras são apenas e só palavras
Deixamos de nos sentir especiais quando percebemos que as palavras que julgavamos especiais e únicas, que nos são dirigidas, são banais, ausentes de sentimento.
É duro perceber que no fundo, são apenas palavras, e são dirigidas a outras pessoas também.
Não são só nossas.
No fundo, não significam nada.
E, é com pesar que recolhemos os cacos em que se transformou o nosso coração com essa descoberta. O pobre coitado do coração, que jubilava e se deliciava ao som de tais declarações. Ele, chora em silêncio, pois não era o único que recebia tais palavras.
Era só mais um.
E, isso, deixa-o triste e inconsolável, porque o que ele sentia ia além das palavras.
Mas, ele é forte, ele vai recuperar.
Vai levar tempo, é certo, e ele não voltará a sentir da mesma maneira.
Mas, vai recuperar.
É duro perceber que no fundo, são apenas palavras, e são dirigidas a outras pessoas também.
Não são só nossas.
No fundo, não significam nada.
E, é com pesar que recolhemos os cacos em que se transformou o nosso coração com essa descoberta. O pobre coitado do coração, que jubilava e se deliciava ao som de tais declarações. Ele, chora em silêncio, pois não era o único que recebia tais palavras.
Era só mais um.
E, isso, deixa-o triste e inconsolável, porque o que ele sentia ia além das palavras.
Mas, ele é forte, ele vai recuperar.
Vai levar tempo, é certo, e ele não voltará a sentir da mesma maneira.
Mas, vai recuperar.
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